Deixe ir as pessoas que não estão preparadas para te amar…

“Deixe ir as pessoas que não estão preparadas para te amar. Essa é a coisa mais difícil que você terá que fazer na sua vida e também será a coisa mais importante. Pare de ter conversas difíceis com pessoas que não querem mudar.

Pare de aparecer para as pessoas que não têm interesse na sua presença. Sei que o seu instinto é fazer de tudo para ganhar o apreço dos que o rodeiam, mas é um impulso que rouba o seu tempo, energia, saúde mental e física.

Quando você começa a lutar por uma vida com alegria, interesse e compromisso, nem todo mundo estará pronto para seguir você nesse lugar. Isso não significa que você precisa mudar o que você é, significa que você deve deixar ir as pessoas que não estão prontas para acompanhar você.

Se você é excluído, insultado, esquecido ou ignorado pelas pessoas a quem você dá seu tempo, você não faz um favor ao continuar oferecendo sua energia e sua vida. A verdade é que você não é para todo mundo e nem todos são para você.

Isso é o que torna tão especial quando você encontra pessoas com quem tem amizade ou amor correspondido. Você saberá o quão precioso é porque você experimentou o que não é.

Quanto mais tempo você passa tentando te fazer amar por alguém que não é capaz, mais tempo você perde se privando da possibilidade dessa conexão com outra pessoa.

Há bilhões de pessoas neste planeta e muitas delas vão encontrar-se com você, ao seu nível de interesse e compromisso.

Quanto mais você continua envolvido com pessoas que te usam como almofada, uma opção de segundo plano ou um terapeuta para a cura emocional, mais tempo você se afasta da comunidade que deseja.

Talvez se você parar de aparecer, não seja procurado. Talvez se você parar de tentar, a relação termine. Talvez se você parar de enviar mensagens, seu telefone permanecerá escuro por semanas.Isso não significa que você arruinou a relação, significa que a única coisa que segurava era a energia que só você dava para mantê-la.

Isso não é amor, é apego. É querer dar uma chance pra quem não merece! Você merece muito, existe gente que não deve estar na sua vida, você vai perceber.

A coisa mais valiosa que você tem na sua vida é o seu tempo e energia, pois ambos são limitados. Ao que você der seu tempo e energia, definirá sua existência.

Quando você percebe isso começa a entender porque você está tão ansioso quando passa tempo com pessoas, em atividades, lugares ou situações que não lhe convêm e não devem estar perto de você, você é roubado em energia.

Você começará a perceber que a coisa mais importante que pode fazer por si mesmo e por todos os que o rodeiam é proteger sua energia mais ferozmente do que qualquer outra coisa.

Faça da sua vida um refúgio seguro, no qual só são permitidas pessoas ′′ compatíveis ′′ com você.

Você não é responsável por salvar ninguém. Você não é responsável por convencê-los a melhorar. Não é seu trabalho existir para as pessoas e dar sua vida a elas!

Porque se te sentires mal, se te sentires obrigado, serás a raiz de todos os teus problemas pela tua insistência, temendo que não te devolvam os favores que concedeste. É sua única obrigação perceber que você é o amo do seu destino e aceitar o amor que você acha merecer.

Decida que você merece amizade verdadeira, compromisso verdadeiro e amor completo com pessoas saudáveis e prósperas. Depois espere e veja o quanto tudo começa a mudar e mudará ao lado de pessoas positivas e de energia boa, isso é certo. Não perca tempo com gente que não vale a pena, a mudança lhe dará o amor, a estima, a felicidade, a proteção que você merece e tanto almeja.”

Esse texto maravilhoso é do mestre Anthony Hopkins
Foto original do site IMDB

Você costuma ouvir seu coração?

“O coração tem razões que a própria razão desconhece…”

Já ouviu isso né? Mas alguma vez você já parou pra pensar no que isso realmente significa?

Quando eu era mais nova e tinha dúvidas em relação a alguma coisa e compartilhava essa dúvida com minha mãe, ela me perguntava: ‘o que seu coração diz?’ Eu lembro que ficava muito incomodada com essa pergunta porque eu simplesmente não sabia o que dizer. Respondia então assim: ‘meu coração não diz nada!” Mas a verdade é que era eu quem não sabia ouvir.

Ouvir o coração significa ouvir a nossa essência em profundidade, sem qualquer tipo de juízo de valor e ‘conceitos’ e até ‘pré-conceitos’ que vamos absorvendo ao longo da vida. E isso não é nada fácil. Para ouvir o coração, é preciso despir-se. E a maioria de nós não está preparada para tal.

Ir à escola, fazer faculdade, conseguir um bom emprego e se aposentar com 60 e poucos (ou muitos) anos. Apesar de que, na minha concepção, esse roteiro de vida laboral já está bem ultrapassado, muitos ainda o seguem, ou pior: o perseguem , sem questionamentos, acreditando se tratar da única alternativa possível ou viável para se garantir um bom score no incrível jogo chamado ‘vida’.

No lado pessoal não é muito diferente: namorar, casar, ter filhos. Em alguns casos, tem até idade para cada uma dessas etapas. A família cobra, a sociedade cobra isso. Logo, deve ser o certo, certo? Pode ser que sim. A verdade é que em nenhum dos casos existe um ‘certo’ e ‘errado’ existe apenas o certo para cada pessoa e este certo pode ser diferente do que estamos acostumados a ouvir como sendo o ‘certo’.

Falando nisso, tem outro texto sobre o ‘certo’ e o ‘certo a fazer’. Sim, tem diferença! Para ler, é só clicar aqui!

Ai, Tati, tá confuso isso!

Sim, eu sei, é confuso mesmo. Meu objetivo aqui é justamente provocar uma reflexão sobre os caminhos que escolhemos, que podem ser iguais ou diferentes daqueles que imaginávamos quando éramos crianças ou adolescentes. Ou que nossos pais, avós, tios e tias imaginavam… E tudo bem. E tudo bem também mudar de caminho quantas vezes acharmos necessário. Se essas mudanças forem feitas de acordo com o coração, o caminho sempre vai estar certo e eventualmente tudo vai fazer sentido. Mesmo que às vezes pareça loucura. Loucura maior, na minha opinião, seria não se permitir fazê-las.

Não deixe o medo te paralisar

Medo é bom até certo ponto. O medo funciona como proteção, impedindo que a gente se coloque em situações de risco. O medo de se queimar faz com que a gente não coloque a mão no fogo. O medo de se afogar faz a gente não entrar muito no mar. O medo de ser assaltado faz a gente evitar sair de casa à noite e por aí vai…

O medo em demasia, porém, ao invés de medida de proteção, é destrutivo. Ao invés de fazer com que a gente aja com cautela, ele paralisa. E aí a gente não faz mais nada… Medo em excesso gera ansiedade. Ao invés de simplesmente agir, pensamos em tudo que pode acontecer de errado. Já pensou estar andando na rua, tropeçar, bater a cabeça e morrer? Aí já não é nem mais ansiedade, né, é paranoia mesmo.

Sim, existe a possibilidade de estar andando na rua, tropeçar, bater a cabeça e morrer, por mais trágico que pareça. Mas não precisa ser nenhum gênio pra saber que a chance disso acontecer é mínima. Tão insignificante que ninguém em sã consciência deixa de andar na rua por causa disso.

E se o risco for maior? Um ginasta, por exemplo, num salto ou manobra que não seja bem executada, tem uma chance muito maior de bater a cabeça e eventualmente até morrer.  Sim, existem casos de ginastas que se acidentaram, alguns até de forma fatal. E, ainda assim, a prática continua e muitos ginastas estão por aí superando seus limites e conquistando medalhas.

Não deixe o medo virar uma camisa de força!

O ganho é proporcional ao risco. Já ouviu falar nisso? Com certeza quem aposta na bolsa de valores já. E faz todo sentido, afinal, se você está correndo um risco maior, nada mais natural que a recompensa seja proporcionalmente mais vantajosa. Isso vale na bolsa e na vida também.

A questão não é simplesmente sair se arriscando por aí sem pensar nas consequências porque elas existem. E sim aprender a mensurar esses riscos de forma adequada. O peso do medo não pode ser maior do que todas as possibilidades de dar certo ou até de não dar em nada juntas, senão paralisa.

Superar nossos medos é essencial para evoluirmos. Pode ser o medo de falar em público, de saltar de paraquedas, de se declarar à pessoa amada ou abrir o próprio negócio. Pode dar certo, pode não dar em nada e pode dar errado. Independente do resultado, porém, o saldo sempre é positivo. A atitude de enfrentar o medo, por si só, é capaz de gerar transformações internas incríveis, mas só há um jeito de saber. E não é fazendo nada.

Voltei a acreditar no amor quando conheci uma história de amor

Confesso que andava desacreditada no amor. Sempre sonhei com belas histórias, onde duas pessoas se conhecem, se gostam e decidem ficar juntas. E, juntas, se apoiam, enfrentam desafios e se tornam mais fortes. Como duas laranjas que fazem juntas um suco maravilhoso e não duas metades – escrevi um texto sobre isso. Duas pessoas que se tornam melhores quando estão juntas. Um amor que ‘Simplesmente Acontece’, como diz o título do filme.

O amor simplesmente acontece!

De uns tempos pra cá, porém, passei a duvidar da existência desse tipo de amor. Já ouvi de muitos homens que ‘não estavam planejando um relacionamento’. Já ouvi de homens com os quais me relacionei e também de amigos. Cheguei a escutar inclusive que alguns não saíam mais de três vezes com a mesma menina para não se envolver e também não criar falsas expectativas. E o amor, que devia ‘simplesmente acontecer’, simplesmente não acontece…

Essas experiências me fizeram refletir sobre a existência do amor. Amor é emoção. No momento em que não nos deixamos levar pelos nossos sentimentos, o amor deixa de existir. Escolher o ‘momento certo’ para se relacionar é racionalizar o amor. E se é razão, não é amor. Ao menos não o amor dos contos de fadas e filmes românticos que costumamos ver.

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Em Natal, quando você vai fazer um passeio de buggy, perguntam: com emoção ou sem emoção?

Passei a acreditar então num outro tipo de amor: um amor planejado, uma etapa das obrigações sociais a ser alcançada em determinado momento da vida. Mais do que sentimento, uma função social que, como o próprio nome diz, todos exercemos na sociedade. Ir à escola, faculdade, arranjar um trabalho, se estabilizar economicamente, casar e ter filhos.  Nesta ordem.

Apesar de todas as quebras de paradigmas que estamos vivenciando, este ainda parece ser o roteiro de boa parte das pessoas, de forma consciente ou não. De acordo com este script, o amor vem depois da estabilidade econômica e profissional. Mas o que acontece se a ‘pessoa certa’ aparecer na hora errada? Ou será que não existe então ‘pessoa certa’ mas sim ‘hora certa’? Para quem sonha em viver um amor romântico, pensar que tudo não passa de um cronograma é desanimador.

E então, tudo mudou quando conheci a história da Lu e do Gabriel*. A Lu estava noiva, de casamento marcado, convites distribuídos e, duas semanas antes da cerimônia, conheceu o Gabriel numa aula de dança. Disse que sentiu uma coisa tão forte que decidiu cancelar o casamento. Após quatro anos, Lu e Gabriel continuam juntos, casaram e tem uma filha. Ah, seguem dançando também.

Com certeza Lu e Gabriel não se conheceram na ‘hora certa’, mas quando vemos o brilho nos olhos dos dois quando estão juntos, dá pra ver que definitivamente são ‘a pessoa certa’ um para o outro.  Acho que muita gente ainda segue a linha do ‘amor planejado’,  mas é reconfortante ouvir histórias de pessoas que arriscaram se deixar levar pela emoção. É preciso muita coragem para se entregar a um sentimento, para ficar vulnerável e mais: sem garantias de que vai dar certo.

Dizem que os investimentos mais lucrativos são aqueles que envolvem os maiores riscos. Fazendo uma comparação com o amor, acredito que seja algo parecido. Existem investidores conservadores que ficam satisfeitos com os rendimentos garantidos, ainda que modestos. Mas tem aqueles que querem mais e não se acanham em apostar alto, mesmo com todos os riscos envolvidos. E sabe por que fazem isso? Porque sabem que vale a pena. Com emoção ou sem emoção? Com emoção! Sempre.

*os nomes foram alterados, mas a história é real 🙂

Cuidado: nem sempre o certo é o certo a fazer

Cada situação exige uma postura diferente e precisamos estar atentos aos sinais para perceber essas peculiaridades.

Existe o certo e o certo para cada situação. E nem sempre são a mesma coisa. Descobri isso recentemente, quando passei uma situação no trabalho onde fiz tudo certo, mas não fiz o certo que a situação exigia.

Somos (eu fui e acredito que a maioria também) ensinados desde cedo a agir de forma correta, seguindo normas e valores que nos são passados pela família, escola, faculdade… E que, de uma forma ou outra, regem as condutas sociais. Porém, na prática, tirar apenas nota 10 na escola não é garantia de sucesso na chamada escola da vida, onde muitas vezes descobrimos apenas na tentativa e erro o que é, de fato, certo e errado.

Recentemente escrevi um texto sobre incongruências (clique no link para ler) e acredito que isso reflete muito também na relativização do que é certo ou errado. A congruência é essencial para a credibilidade. Se você diz uma coisa e faz outra, não vai demorar muito para as pessoas deixarem de acreditar em você. Mas e quando o ‘ser congruente’, ou seja, agir de acordo com o que você pensa e acredita, entra em conflito com questões externas, que o obrigam a agir de forma diferente do que você gostaria? Aí vem a questão do ‘certo a fazer’.

Eu costumo dizer que cada pessoa é um pequeno computador, onde as pastas e arquivos estão sendo constantemente atualizados. Algumas pessoas possuem arquivos iguais, outras totalmente diferentes. Esses arquivos são nossas referências, onde buscamos o ‘norte’ para guiar nossas ações. E se os arquivos são diferentes de pessoa pra pessoa, é natural que as referências mudem também.

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Ao nos depararmos com uma nova situação, tentamos buscar referências com outras situações já vivenciadas.

Perceber essas diferenças e aprender a lidar com elas não é fácil. E não é por falta de vontade. Tudo na vida é aprendizado e se, de repente, nos vemos frente a frente com uma situação inusitada, que não temos conhecimento anterior, é natural a gente se confundir mesmo. Como saber como agir em determinada situação se a gente nem sabia que determinada situação poderia existir? É pra ficar perdido mesmo! Nem o waze consegue achar ruas que não estão cadastradas no sistema.

A resposta para esta questão é uma só: experimentando e criando novos arquivos e referências para aumentar nosso repertório. Pode ser que na primeira vez a gente se atrapalhe e se perca mas, se nos permitirmos ampliar nossa visão e aceitar que existem outras verdades além das nossas próprias, aos poucos vamos conhecendo novos caminhos. E vai ficando mais fácil fazer não apenas o que é certo, mas também o que é certo a fazer.

Fazer o que se gosta também é fazer o que precisa ser feito.

Todos os dias, desde pequenos, precisamos fazer coisas que não gostamos. Lembra quando você estava brincando e sua mãe mandava você tomar banho? Ela estava na verdade ensinando uma dura realidade da vida: muitas vezes vamos ter que fazer coisas que não gostamos ou não queremos fazer e em momentos em que gostaríamos de estar fazendo outra coisa. Fazer o quê? Faz parte!

O tempo passa e parece que nos acostumando mais com a ideia. Já tomamos banho por conta própria (ufa!) e, pasmem: até saímos da cama quando toca o despertador! Mesmo que seja depois de acionar o ‘soneca’ umas quantas vezes… Falando nisso, leia também o texto Descubra se vale a pena apertar o botão soneca , já postado aqui no blog.

E por que fazemos todas essas coisas? Porque queremos? Até pode ser, mas, acima de tudo, porque sabemos que é necessário.

O que muitas vezes não percebemos é a importância de fazermos também as coisas que gostamos de fazer. Estamos acostumados a fazer sempre o dever primeiro, ok, não há o que contestar aqui. O problema é que, com a quantidade cada vez maior de obrigações, consequentemente o lazer vai tendo cada vez menos espaço em nossas vidas.

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Sempre que posso saio para dançar!

Pode ser que seja difícil dormir até tarde ou curtir um parque numa tarde ensolarada sempre que der vontade. Mas se essas coisas nos fazem bem, devemos fazê-las sempre que surgir uma oportunidade. E aproveitar cada momento.

Quase uma terapia de grupo…

Estávamos em quatro amigas, fazia sol e o frio dava uma trégua para o sol brilhar. Decidimos dar uma caminhada no parque para aproveitar o dia. Após garantirmos a primeira foto do grupo, não demorou muito para entrarmos no assunto que dominaria o resto do passeio: relacionamentos. Você deve estar pensando: nossa, quanta surpresa! É, pois é, nenhuma… Mas se pensarmos que cada pessoa é diferente e cada novo relacionamento envolve uma pessoa diferente num momento diferente, dá pra ver que trata-se de um tema inesgotável…

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A foto do grupo, tentando mostrar a aguinha lá atrás.

Vou contar aqui os dramas de cada uma sem entrar em muitos detalhes, lógico. Talvez você se identifique com alguma das situações abaixo:

Caso 1: A menina está saindo com o cara há alguns meses. Como boa observadora que é, percebeu que faltam as ‘pequenas atitudes’, os ‘detalhes’, como ela chamou. E parece que nem precisou de lupa pra ver isso. Exemplo:  O crush a chamou para sair e eis que chega um amigo do dito cujo e se junta o casal. A menina diz que está com sede e adivinha quem prontamente se oferece para pegar uma bebida? Acertou quem pensou no amigo furão, que mostra possuir a habilidade de prestar atenção aos detalhes, diferente do crush, que, a essa altura, já está prestes a virar ex.

Caso 2: A menina está namorando há nove meses, tempo suficiente para gerar uma criança, mas não ainda para estabelecer um elo de confiança sólido, ao menos não neste caso. Em apenas uma noite longe do amado, perdeu as contas do número de mensagens e ligações do amorzinho, que parece não entender que, se ela quiser fazer alguma coisa que não deve, vai fazer isso independente de onde estiver, pois não se trata de uma questão de geolocalização.

Caso 3: Bastante semelhante ao caso anterior, só que aqui eles ainda não estão namorando. O rapaz dessa história mais parece um personal stylist e não consegue deixar de dar pitaco na roupa da moça. Ao que tudo indica, é fã dos clássicos, cortes retos e longos. Ah! Ele também tem vocação para ‘gps’: fica todo o tempo tentando achar a localização exata da moça. Quer pedi-la em namoro, mas parece que ela gosta mesmo é do waze, que mostra o caminho para onde ela quer chegar.

Caso 4: Típico rolo: a coisa parece evoluir e depois para. Volta. Evolui. E no fim não se sabe mais se o relacionamento está evoluindo ou se é uma dessas paradas de parque temático, que ficam andando em círculos e não levam a lugar algum. Parece que o menino tem o incrível poder de desaparecer e reaparecer das formas mais espetaculares. Agora, quem está planejando sair de cena, é ela.

Muito se fala em sororidade hoje em dia e não há momento em que este sentimento aflore com tanta genuinidade quanto esse. As histórias são diferentes, assim como as pessoas envolvidas, mas sempre tem alguma coisa que gera identificação com as ‘sisters’. Todos os relacionamentos têm problemas e, se às vezes é difícil encontrar uma solução, é reconfortante saber que não estamos sozinhas. Salve sororidade!

Descubra se vale a pena apertar o botão soneca

O despertador e o soneca

Que atire a primeira pedra quem nunca apertou o botão ‘soneca’ no celular para ficar só mais 5 minutinhos na cama. Às vezes, mais de uma vez, prolongando ao máximo a famosa “preguicinha’ antes de acordar, mesmo que isso signifique ter que levantar num pulo e sair de casa sem tomar café da manhã. Ou pior: atrasado mesmo.

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Ok, está comprovado que faz bem gastar uns minutinhos na cama se espreguiçando para, literalmente, acordar o corpo. O cérebro e o corpo levam tempos diferentes para despertar, sabia disso?

Mas sem exageros: 10 minutos se espreguiçando é o suficiente, ou seja: dois períodos de soneca (ou mesmo um, depende do seu despertador). Seria ok e até recomendável se ficássemos esse tempinho nos esticando, nos preparando para levantar. Mas não é bem assim que acontece, né? Em geral, cochilamos novamente, agradecendo aos céus por aqueles minutinhos mágicos num sono que parece o paraíso. Até que o despertador toca novamente e a história se repete…

Minha pergunta é: por que fazemos isso? Afinal, sabemos que teremos que nos levantar. Da mesma forma, temos plena consciência de que cinco minutinhos a mais na cama não vão nos deixar mais descansados. Pensa bem: se não conseguimos descansar o suficiente em quatro, cinco, às vezes até seis ou sete horas, como cinco minutos vão fazer diferença??? Não tem lógica, né?

Mesmo assim, tem gente que garante que faz diferença sim. Recentemente, conheci um caso ainda mais emblemático: uma colega de pole mostrou o celular dela, programado para despertar a cada minuto por uma horaaaaa!!! Uma hora de despertador tocando de minuto em minuto!!! Dá pra acreditar? Se eu não tivesse visto, não acreditaria…

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Meu pai é outro caso a ser estudado. Quando morava na Alemanha, na hora da sesta, ele disse que colocava o despertador para três minutos depois!!! Já imaginou??? Você vai até o quarto, arruma a cama, coloca uma roupa mais confortável, fecha a cortina e… três minutos depois já está de pé de novo!!! Whaaaattt??? No way!!! Pra mim essa relação custo x benefício não compensa não!

A que conclusão podemos então chegar? Que cada pessoa precisa de um tempo diferente pra sair da cama? Que temos o hábito de prolongar as coisas até o momento em que elas não podem ser prolongadas de jeito nenhum? Que dormir, além de uma necessidade,  é uma delícia? Acho que todas as alternativas são verdadeiras, mas uma se sobressai: o nosso poder de decisão sobre quando podemos (ou devemos) ou não ceder à tentação de continuar dormindo e o momento de, literalmente, acordar pra vida.

Já comentei em outros textos sobre a importância do momento de decisão. É isso que determina todas as nossas atitudes, inclusive a hora de sair da cama.  Você pode continuar curtindo sim uma dose extra de soneca ao acordar. É gostoso, vamos ser sinceros. Só devemos lembrar que existem ocasiões em que o alarme só toca uma vez. E, se não agirmos no momento certo, podemos perder bem mais do que um café da manhã…

Se a vida te dá um limão, faça uma limonada! Ou caipirinha mesmo.

Nem sempre as coisas acontecem como gostaríamos. Tem gente que diz que é por um bom motivo, que isso acontece porque aquela coisa que a gente queria na verdade não é a melhor coisa pra gente. Então, ao invés de a coisa acontecer e a gente perceber que não era isso que a gente queria, a coisa simplesmente não acontece ou acontece de forma diferente, como se fosse uma espécie de proteção divina, algo assim.

Pode ser que seja mesmo algum tipo de proteção divina. Ou pode ser também uma forma de autoproteção para impedir que a gente sofra ou caia em depressão – vamos ser sinceros, né? Pode sim! Fato é que as coisas realmente nem sempre acontecem como a gente gostaria que elas acontecessem. E temos que lidar com isso.

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Se a vida te der um limão, faça uma limonada. Doce!

Acho que este é o ponto fundamental: a forma que lidamos com as coisas, sejam elas boas ou ruins, inesperadas ou não. Na verdade, acho que é isso que determina basicamente tudo na nossa vida. Manter uma atitude positiva nem sempre é fácil. Às vezes chega a parecer forçação de barra mesmo. Vai dizer que você gostaria de perder o avião ou que alguém batesse no seu carro? Eu não acredito!

De uns tempos pra cá, venho tentando ser mais aberta, no sentido de me permitir viver coisas diferentes das quais imaginei. Isso envolve desde experimentar um prato novo no restaurante, acompanhar minhas amigas numa festa que aparentemente não me atrai (escrevi sobre isso no texto “Se tiver oportunidade de sair, saia!”) e até a pensar sobre novas possibilidades profissionais. E isso está me fazendo bem. Estou aprendendo a ser mais tolerante e, principalmente, a me conhecer melhor.

Ver as coisas por um ângulo diferente e quebrar nossos próprios paradigmas não é tarefa fácil, pelo contrário! Em compensação, principalmente em situações adversas, esse tipo de atitude ajuda muito a encontrar soluções que, na nossa forma habitual de agir, não seria possível. Dizem que ‘se você quer ter resultados diferentes, deve fazer coisas diferentes’. Eu concordo. Mas antes de fazer coisas diferentes, eu acho que o mais importante é ver as coisas de forma diferente. Isso vai inclusive determinar o que faremos com os limões da vida: malabarismos no farol ou uma doce limonada. Ou caipirinha, vai! 😉

Ser feliz depende de nós

Já parou pra pensar sobre isso? Problemas e dificuldades todos têm, assim como bons momentos. Já me disseram uma vez que a vida é como um compasso de batimentos cardíacos: cheia de altos e baixos. Muitos desses altos e baixos não podemos controlar, são eventos externos, que fogem ao nosso controle. A única coisa que podemos de fato controlar é a forma como reagimos a esses eventos. É aí que entra a nossa responsabilidade pela nossa felicidade.

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Se você estivesse chorando numa Ferrari em Paris pouco importaria o fato de estar em Paris ou numa Ferrari.

Temos mania de associar o ‘ser feliz’ com questões pontuais: viajar nas férias, ir a uma festa, receber um aumento… Essas coisas são boas? Lógico que sim! Mas não é isso que vai determinar a nossa felicidade. Se você não estiver de bem com você mesmo e mantiver uma atitude positiva, nada disso adianta. Sabe aquela história que é melhor chorar em Paris que chorar no meio da rua? Geralmente falam isso quando alguém diz que dinheiro (evento externo) não traz felicidade. E não traz mesmo! Em ambos os casos você continua chorando ora bolas! Logo, não está feliz em nenhuma das duas situações. É bom ter dinheiro? É bom viajar? Claro que sim!!! Mas não é isso que determina a sua felicidade, este é o ponto.

Ser feliz vem de dentro. É clichê, mas é verdade!

Ser feliz vem antes de qualquer outra coisa. É um compromisso que você assume com você mesmo e, na minha opinião, o mais importante de todos os compromissos, pois você assume o controle sobre a forma que vai levar a vida. Quando você se compromete com a sua felicidade, você passa a não se deixa abalar por qualquer coisa e menos ainda permite que essas coisas tirem a sua paz interior. Da mesma forma, você naturalmente se afasta de coisas que lhe fazem mal, afinal, se você está comprometido com a sua felicidade, pra que vai ficar perto de coisas que fazem exatamente o oposto né? Você passa a valorizar mais as coisas boas e menos as ruins. Passa a enxergar o copo ‘meio cheio’ ao invés de ‘meio vazio’. E por aí vai… Ser feliz é, antes de tudo, uma questão de atitude.

Decida ser feliz. E seja!!!