Por uma vida com mais leveza e menos noias!

Recebi este texto M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O do Luiz Fernando Veríssimo num grupo de Whatsapp e achei tudo a ver com o blog Sem Noia!  A toda hora surgem novas recomendações do que é bom ou ruim para a saúde, o que devemos comer, quanto devemos comer, como devemos fazer essa ou outra coisa etc.

Às vezes acontece também de um determinado alimento super recomendado se transformar no vilão da vez após novas pesquisas. E, depois de novos estudos, voltar a ser recomendado. Já viu isso acontecer? Quem entende? Quem aguenta? Afff… Haja noia!!!

Por isso o nome desse blog é Sem Noia. Cuidar da saúde sim! Cuidar da alimentação sim! Cuidar da beleza sim! Cuidar do cachorro sim! Cuidar de tudo sim! Mas sem noia pelamorrrr! O texto do Luiz Fernando Veríssimo expressa de maneira brilhante esse pensamento. Vale muito a leitura!

Por uma vida com mais leveza e menos noias! 😉

Segue o texto:

Quem aguenta tudo isso?

Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C.

Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E depois uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).

Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para…. não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber…. …..

Todos os dias deve-se comer fibra..
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia… UFA !!!

E não esqueça de escovar os dentes depois de comer…
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.

Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito. TÁ DIFICILLLLL

As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).

E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar das minhas amizades quando eu estiver viajando.

Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.

quem guenta
Quem aguenta tudo isso???

Ah! E o sexo!!!!
Todos os dias, um dia sim, o outro também, tomando o cuidado de não se cair na rotina.

Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução.

Dizer EU TE AMO, toda hora, ”ainda pego quem inventou essa neura…!!!’ ‘

Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. se tiver tem que brincar com ele, pelo menos meia hora todo dia, para ele não ficar deprimido… .

Na minha conta são 29 horas por dia…

A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!

Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes ao mesmo tempo.

Chame os amigos e seus pais, seu amor, o sogro, a sogra, os cunhados…
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher. Não esqueça do EU TE AMO, (Vou achar logo quem inventou isso, me aguarde).

Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésia.

Agora voce tá ferrado mesmo é se tiver criança pequena, ai lascou de vez, porque o tempo que ia sobrar para voce…meu já era. Criança ocupa um tempo danado..

Agora tenho que ir.

É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro e correndo.

E já que vou, levo um jornal…..

Tchau….

Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.

*_Luís Fernando Veríssimo_*

Se quiser, pode mandar e-mail aqui pra Tati também! 😉

Segunda-feira eu começo!

Quem nunca falou isso? Chega quarta, quinta-feira.. E quando surge uma nova atividade, ao invés de fazê-la imediatamente, deixamos para… Segunda-feira! Às vezes acontece de um dia pro outro. Chega 15h, 16h… E o que aparece depois disso, fica para o dia seguinte.

Existe aquele ditado: “não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”. E tem também aquele outro: “não deixe para amanhã o que você pode deixar pra lá”… Mas não tem nenhum que diga: Se tiver que fazer alguma coisa, simplesmente faça! O que seria o mais óbvio, concordam comigo?

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Slogan da Nike: Just do it – Apenas faça! 😉

Por que temos essa mania de postergar as coisas? Por que essa dificuldade de partir para a ação? Será que lá no fundo queremos acreditar que algo vai acontecer nesse meio tempo que torne desnecessário o início dessa coisa nova? Ou que as coisas vão se resolver sozinhas? Ou ainda: será que somos tolos a ponto de querer ganhar tempo para pensar em novas possibilidades para ganhar mais tempo? Oi??? Tá confuso isso hein!

Pode ser o início da academia… O início da dieta… O início de um novo treino… O início de um trabalho novo… Qualquer coisa nova, que nos obrigue a sair da nossa zona de conforto. Sair da zona de conforto é essencial se queremos evoluir.

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Para crescer, a lagosta precisa mudar de casca, sabia disso?

Esses dias, vi um vídeo sobre lagostas que dizia assim: “a lagosta é um animal mole com uma casca dura, que não se expande. Cada vez que a lagosta cresce, ela se sente desconfortável, sob pressão. Então, ela se esconde dos predadores debaixo de pedras, se livra da casca antiga e permanece ali até criar uma nova casca”. Moral da história: para crescer, você precisa obrigatoriamente passar por um período de desconforto e romper com antigos padrões e crenças que podem estar te limitando.

Assim como essa mania de ‘deixar para amanhã’…  ou ‘deixar para segunda-feira’…  Já pensou quanta coisa você já deixou de fazer nesse tempo? Quantas  ‘cascas’  você já deixou de trocar? Se você quer uma coisa, não é mais fácil simplesmente fazer o que deve ser feito para conseguir essa coisa? O quanto antes? Que tal hoje? Ou vai deixar para a próxima segunda?

A vida nos dá o que a gente precisa, não o que a gente quer

Quem me disse isso foi a Clarissa, minha colega na TV. O assunto começou nas nossas mães, dizíamos que elas fazem coisas diferentes das que a gente gostaria que elas fizessem. Aí a Clarissa me disse: “as mães sabem do que os filhos precisam”. Daí pra constatação filosófica do título foi um pulo! Rsrs..
Fiquei pensando nisso.. Será??? Estamos sempre querendo alguma coisa. Coisas acontecem com a gente o tempo todo. E nem sempre o que acontece com a gente é o que a gente quer. Como lidamos com isso em geral? Ficamos tristes, desapontados, pensando naquilo que gostaríamos de ter… E muitas vezes não valorizamos as coisas que temos, por menores que sejam ou pareçam ser.
E se fizéssemos diferente? Coisas novas, como o próprio nome diz, são novas! Diferente daquilo que temos. Pode não ser o que gostaríamos ou imaginávamos. Mas talvez seja exatamente o que precisamos naquele momento.

Pessoas e tragédias

Acordei hoje com a notícia de um prédio que havia implodido no centro de São Paulo. Como jornalista, a primeira coisa que pensei foi: se eu estivesse trabalhando em outra emissora, muito provavelmente estaria lá acompanhando de perto o trabalho dos bombeiros. Mas estou trabalhando com TV, fazendo o que amo e com o luxo de poder desfrutar de um feriado. Ok, vou parar por aqui porque já está virando post ostentação e não é esta minha intenção.

Fato é que, enquanto acompanhava a cobertura sobre a implosão do histórico prédio do centro da capital paulista, com enorme repercussão, comecei a pensar sobre o porquê de tanto destaque a uma notícia assim. Por favor, não me entendam mal, compreendo a relevância e o impacto de um evento assim, desde a dor das famílias que ficaram desabrigadas, a angústia em relação aos desaparecidos, os impactos sobre o trânsito do entorno e por aí vai… Mas neste momento, não consigo não pensar na questão jornalismo versus sensacionalismo, que ainda custo a entender.

Lembrei de várias tragédias que acompanhei como repórter, incluindo a explosão do avião da Tam em 2007, e muitos, muitos incêndios. Parece um tanto mórbido, mas os incêndios, de certa forma, fazem a ‘alegria’ das redações jornalísticas. “É só ter incêndio que as pessoas param na frente da TV” me disseram uma vez. E é verdade. Tão verdade que, hoje, em São Paulo, o programa de um ícone da TV brasileira não foi transmitido em função da cobertura especial sobre o o incêndio.

Como jornalista, entendo a relevância do fato. Como empresa, entendo a ‘briga’ por audiência. Como ser humano, no entanto, não consigo entender essa fixação por tragédias. A muito custo, contrariando a essência de jornalista, de querer acompanhar cada detalhe e saber exatamente o que está acontecendo no olho do furacão, desliguei a TV.

Pensei em uma missionária que minha amiga conheceu no aeroporto que estava indo para Uganda levar mantimentos aos refugiados. Pensei na minha professora de dança que, de tempos em tempos, passa a tarde num asilo, leva artigos de higiene e, principalmente, amor aos velhinhos. Pensei na babá do meu gato que participa todos os meses de uma campanha de castração. Fiquei com vontade de contar essas histórias. Talvez não dê tanto ibope, mas acredito que esta é uma forma de inspirar outras pessoas e plantar a sementinha do bem.  Se é a fé que alimenta nossa alma, acho que é de boas histórias que precisamos para nos alimentar.

Falando em boas histórias, lembrei desta matéria que fiz para o SBT-RS sobre o trabalho dos Socorristas Voluntários nas estradas. Para assistir, é só clicar no play:

Esse tal de zouk

Quem me conhece sabe que sou apaixonada por dança. Fiz 15 anos de ballet clássico, experimentei sapateado, flamenco, ballet contemporâneo e até uma aula de dança do ventre já frequentei. O tempo passou, vieram as obrigações da ‘vida adulta’ e ficou difícil seguir a rotina puxada do ballet clássico.
A paixão pela dança, no entanto, continuou. Sair para dançar na balada com as amigas não era suficiente e passei a buscar outras modalidades. Nesta busca, fui apresentada ao mundo da dança de salão. Aprendi o básico de bolero, samba de gafieira e salsa. Mas o que tocava minha alma a ponto de querer me entregar completamente ao ouvir a primeira batida da música era um ritmo que ainda nem conhecia: esse tal de ‘zouk’.
Das modalidades  da dança de salão, foi o último que tive contato. Já tinha visto meus professores dançando, achava lindo! E tão difícil… Acostumada com o rigor do ballet, não conseguia entender os movimentos fluidos e livres do zouk. E assim ficou durante um bom tempo, até que não aguentei ficar só na paixão  platônica e decidi começar a fazer aulas de zouk.
Como tudo que é novo, no começo foi bem difícil. Como bailarina, sempre subi no palco sabendo exatamente a coreografia que iria fazer. A dança de salão, no entanto, é o oposto disso. Você não sabe por antecedência os passos que o cavalheiro vai fazer. E se ficar tentando adivinhar, aí sim que não vai mesmo! Sei bem disso.. Para dar certo, é preciso conexão, confiança e, acima de tudo, entrega. No zouk, que ainda permite uma grande liberdade de movimentos e variações, tudo isso precisa ser muito mais forte.
Para mim, o zouk representou mais do que uma quebra de paradigmas. Hoje percebo que era minha alma aprisionada que queria se libertar. Aprendi os passos básicos do zouk, mas foi só quando parei de me preocupar em executar os movimentos com perfeição que, de fato, a dança começou a fluir. Afinal, dançar é muito mais do que uma série de movimentos do corpo, é a expressão da alma. E para isso não pode haver barreiras, é preciso estar livre.

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Foto tirada no baile do congresso Zouk in Rio 2015.